Assuntos mais cobrados na prova de conhecimentos gerais da banca FEPESE

Em abril teremos prova para o cargo de engenherio sanitarista organizado pela banca FEPESE. Uma das matérias exigidas no edital é a de conhecimentos gerais.

Por isso, fizemos uma pesquisa em todas as últimas provas aplicadas pela banca para saber os tópicos mais cobrados.

Após analisar chegamos a seguinte conclusão:

IDH do município de Caçador, Santa Catarina

Caçador tem índice considerado “alto”, segundo a pesquisa. Com IDH de 0,735, Caçador ocupa a 148ª posição entre os municípios de Santa Catarina, e 897ª no ranking nacional.

População do Brasil, Santa Catarina e município

Considerações sobre a população de Santa Catarina

Com 7,6 milhões de moradores, estado cresceu 21,8%; 3,3 vezes mais que a média nacional

Com 7.609.601 moradores, 21,8% a mais que a população recenseada em 2010, Santa Catarina é o segundo estado que mais cresceu no país nos últimos 12 anos conforme o Censo Demográfico 2022, que o IBGE publica nesta quarta-feira, dia 28. A população representa 3,75% das 203 milhões de pessoas recenseadas no Brasil e passa a ser a 10ª do país, ultrapassando o estado do Maranhão.

Com 1,36 milhão de pessoas a mais, o estado teve o segundo maior crescimento absoluto, atrás apenas de São Paulo que teve um acréscimo de 3,2 milhões. Em termos percentuais, o crescimento de SC foi 3,3 vezes maior que o índice de crescimento nacional de 6,5%, e ficou atrás apenas de Roraima, que subiu 41,3%.

“Agora fica comprovado em dados como Santa Catarina é o melhor estado do país para se viver. Somos destaque na qualidade de vida, na geração de empregos, na preservação das nossas belezas naturais. Não é à toa que brasileiros de outros estados e estrangeiros querem vir morar em SC para se tornarem catarinenses”, afirma o governador Jorginho Mello.

A taxa de crescimento geométrico anual catarinense foi de 1,66%, ante os 0,52% da taxa nacional, também atrás apenas de Roraima, que cresceu 2,92% ao ano.

“A Secretaria do Planejamento vem acompanhando com atenção a evolução dos indicadores que sinalizam as tendências demográficas de Santa Catarina. É necessário avaliar de perto estes dados para que se possa programar o futuro de cada região e para que se possa promover o crescimento econômico vocacionado e sustentado. Quando falamos que este Governo é um que cuida de gente, é isto que temos em mente: a utilização de evidências para a construção de políticas públicas que tornem nosso estado bom para se trabalhar, para se investir, para se viver”, destacou o secretário do Planejamento Edgard Usuy.

Destino: litoral e capital

Os números do Censo mostram que a expansão dos moradores de Santa Catarina tem como principal destino o litoral. Das 20 cidades que mais ganharam habitantes proporcionalmente, 18 estão na costa catarinense.

Vem do litoral também a cidade que mais cresceu em 12 anos no estado: Itapoá, na costa norte, elevou a população em 108,3%, saltando de 14.763 para 30.750. O município, inclusive, foi o 5º do país que mais cresceu proporcionalmente o número de habitantes.

No crescimento absoluto, ou seja, no número geral de habitantes, três cidades catarinenses ficaram entre as 20 do país que mais inflaram nos últimos 12 anos:

  • 7ª – Florianópolis – 115.973 habitantes (+27,53%)
  • 13ª – Joinville – 101.035 novos habitantes (19,61%)
  • 18ª – Palhoça – 85.264 novos habitantes (62,09%)

Maiores e menores cidades

Todas as maiores cidades de Santa Catarina tiveram aumento na população nos últimos 12 anos, algumas em percentual maior, subindo no ranking das mais populosas.

Quem mais subiu foi Itajaí, no Litoral Norte, que teve alta de 44% no número de habitantes, sendo a 5ª mais populosa de Santa Catarina. Quem mais desceu foi Criciúma, que da 5ª passa a ser as 8ª mais populosa.

As quatro primeiras colocadas seguiram no posto, com Joinville na primeira colocação. Santa Catarina segue sendo o único estado onde a capital não é a cidade mais populosa.

Confira as 15 cidades mais populosas do estado:

  1. Joinville – 616.323 (+101.035 habitantes) – (19,61%)
  2. Florianópolis – 537.213 (115.973 habitantes) – (27,53%)
  3. Blumenau – 361.261 (+52.318 habitantes) – (16,93%)
  4. São José – 270.295 (+60.491 habitantes) – (28,83%)
  5. Itajaí – 264.054 (+80.681 habitantes) – (44%)
  6. Chapecó – 254.781 (+71.233 habitantes) – (38,81%)
  7. Palhoça – 222.598 (+85.264 habitantes) – (62,09%)
  8. Criciúma – 214.493 (+22.188 habitantes) – (11,54%)
  9. Jaraguá do Sul – 182.660 (+ 39.528 habitantes) – (27,62%)
  10. Lages – 164.981 (+8.254 habitantes) – (5,27%)
  11. Brusque – 141.385 (+35.882 habitantes) – (34,01%)
  12. Balneário Camboriú – 139.155 (+ 31.066 habitantes) – (28,74%)
  13. Tubarão – 110.088 (+12.839 habitantes) – (13,20%)
  14. Camboriú – 103.074 (+40.713 habitantes) – (65,29%)
  15. Navegantes – 86.401 (+25.845 habitantes) – (42,68%)

Na outra ponta, Santa Catarina traz 11 cidades com menos de 2 mil habitantes, todas elas no Oeste do estado, distante do litoral. Entre elas, está Santiago do Sul, a menos populosa do estado com 1.651 habitantes.

Santiago, que foi elevado a município, em 1994 também era a cidade com menos habitantes de Santa Catarina no último censo em 2010. Nesse período, ganhou 186 novos habitantes.

As 10 cidades menos populosas do estado:

  • Santiago do Sul – 1.651
  • Barra Bonita – 1.668
  • Presidente Castello Branco – 1.689
  • Lajeado Grande – 1.702
  • Jardinópolis – 1.776
  • Macieira – 1.778
  • São Miguel da Boa Vista – 1.781
  • Flor do Sertão – 1.783
  • Alto Bela Vista – 1.856
  • Paial – 1.927

Considerações sobre a população brasileira

População brasileira e seu crescimento de 0,5%.

A população brasileira atualmente possui cerca de 214,3 milhões de pessoas. Nos últimos anos vem apresentando crescimento, e ao contrário de países europeus, não apresenta declínio.

  • A população do país chegou a 203,1 milhões em 2022, com aumento de 6,5% frente ao censo demográfico anterior, realizado em 2010. Isso representa um acréscimo de 12,3 milhões de pessoas no período.
  • De 2010 a 2022, a taxa de crescimento anual da população do país foi de 0,52%. Trata-se da menor taxa desde o primeiro Censo do Brasil, em 1872.
  • A região Sudeste tem 84,8 milhões de habitantes, o que representa 41,8% da população do país. Os três estados brasileiros mais populosos – São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – concentram 39,9% da população brasileira.
  • A região Centro-Oeste é a menos populosa, com 16,3 milhões de habitantes, ou 8,0% da população do país.
  • Em 2022, as concentrações urbanas abrigavam 124,1 milhões de pessoas, 61%.
  • Cerca de 44,8% dos municípios brasileiros tinham até 10 mil habitantes, mas apenas 12,8 milhões de pessoas, ou 6,3% da população do país, viviam em cidades desse porte.

Em 1º de agosto de 2022, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes. Desde 2010, quando foi realizado o Censo Demográfico anterior, a população do país cresceu 6,5%, ou 12.306.713 pessoas a mais. Isso resulta em uma taxa de crescimento anual de 0,52%, a menor já observada desde o início da série histórica iniciada em 1872, ano da primeira operação censitária do país. Os dados são dos primeiros resultados do Censo Demográfico de 2022, divulgados hoje (28) pelo IBGE.

Nos 150 anos que separam a primeira operação censitária da última, o Brasil aumentou a sua população em mais de 20 vezes: ao todo, um acréscimo de 193,1 milhões de habitantes. O maior crescimento, em números absolutos, foi registrado entre as décadas de 70 e 80, quando houve uma adição de 27,8 milhões de pessoas. Mas a série histórica do Censo mostra que a média anual de crescimento vem diminuindo desde a década de 60. “Em 2022, a taxa de crescimento anual foi reduzida para menos da metade do que era em 2010 (1,17%)”, afirma o coordenador técnico do Censo, Luciano Duarte.

O Sudeste continua sendo a região mais populosa do país, atingindo, em 2022, 84,8 milhões de habitantes. Esse contingente representava 41,8% da população brasileira. Já o Nordeste, onde viviam 54,6 milhões de pessoas, respondia por 26,9% dos habitantes do país. As duas regiões foram as que tiveram a menor taxa de crescimento anual desde o Censo 2010: enquanto a população do Nordeste registrou uma taxa crescimento anual de 0,24%, a do Sudeste foi de 0,45%.

Por outro lado, o Norte era a segunda região menos populosa, com 17,3 milhões de habitantes, representando 8,5% dos residentes do país. Essa participação da região vem crescendo sucessivamente nas últimas décadas. A taxa crescimento anual foi de 0,75%, a segunda maior entre as regiões, mas bem inferior àquela apresentada no período intercensitário anterior (2000/2010), quando esse percentual era de 2,09%. Isso significa que, embora a população continue aumentando, o ritmo de crescimento do número de habitantes do Norte é menor em relação à década anterior.

A taxa de crescimento anual do Norte, frente aos dados de 2010, só foi menor do que a do Centro-Oeste (1,23%), região que chegou a 16,3 milhões de habitantes, o menor contingente entre as regiões. Isso significa um aumento de 15,8% em 12 anos. O Sul, que concentrava 14,7% dos habitantes do país, aumentou seu contingente populacional em 9,3% no mesmo período, alcançando 29,9 milhões de pessoas.

São Paulo segue sendo o estado mais populoso do país

Os primeiros resultados do Censo 2022 também apontaram que São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro seguem sendo os estados mais populosos do país. Juntos, os três concentravam 39,9% da população brasileira. São Paulo, o maior deles em termos de população, tinha 44,4 milhões de habitantes. Cerca de um quinto da população brasileira (21,8%) vivia no estado.

Roraima também continua sendo o estado menos populoso, com 636,3 mil habitantes, ainda que tenha apresentado a maior taxa de crescimento anual no período de 12 anos (2,92%). Na sequência, os estados com menor número de habitantes foram Amapá (733,5 mil) e Acre (830 mil).

Catorze estados e o Distrito Federal registraram taxas de crescimento anual acima da média nacional (0,52%) em 2022. Além de Roraima (2,92%), que passou de uma população de 450.479, em 2010, para 636.303 em 2022, destacaram-se no crescimento populacional Santa Catarina (1,66%), Mato Grosso (1,57%), Goiás (1,35%), Amazonas (1,03%) e Acre (1,03%).

Entre os estados que menos cresceram (com variação de 0,1% ou menos) está o Rio de Janeiro (0,03%), o terceiro mais populoso do país. A população fluminense passou de 15,9 milhões, em 2010, para 16,1 milhões, em 2022. Os demais foram Alagoas (0,02%), Bahia (0,07%) e Rondônia (0,10%).

Quase metade dos municípios do país tem até 10 mil habitantes

Há 5.570 municípios no país e quase metade (44,8%) desse total tinha até 10 mil habitantes em 2022. Nesses 2.495 municípios viviam 12,8 milhões de pessoas. A maior parte da população do país (57% do total) habitava apenas 319 municípios, o que, de acordo com a publicação, evidencia que as pessoas estão concentradas em centros urbanos acima de 100 mil habitantes.

Os 20 municípios mais populosos do país concentravam 22,1% do total da população e 17 deles são capitais. Os demais foram Guarulhos e Campinas, em São Paulo, e São Gonçalo, no Rio de Janeiro. A capital paulista aparece em primeiro lugar no ranking, com 11,5 milhões de habitantes, seguida do Rio de Janeiro (6,2 milhões) e Brasília (2,8 milhões).

Por outro lado, três municípios tinham menos de mil habitantes: Serra da Saudade, em Minas Gerais, com 833 pessoas, Borá, em São Paulo (907), e Anhanguera, em Goiás (924). Os 20 municípios com menos habitantes concentravam apenas 0,01% da população.

Entre os municípios de mais de 100 mil habitantes com maior aumento percentual no contingente populacional estão Senador Ganedo, em Goiás, que passou de 84,4 mil residentes, em 2010, para 155,6 mil, em 2022 (crescimento de 84,3%), e Fazenda Rio Grande, no Paraná, cuja população era de 81,7 mil e chegou a 148,9 mil (82,3%).

Já os municípios com população acima de 100 mil pessoas que tiveram maior retração percentual da população foram São Gonçalo, no Rio de Janeiro, que chegou a 896,7 mil habitantes (queda de 10,3%), Salvador (-9,6%) e Itabuna (-8,8%), ambos na Bahia. A capital baiana passou de 2,7 milhões de habitantes para 2,4 milhões no período intercensitário.

O diretor de geociências do IBGE, Claudio Stenner, reforça que a redução do número de habitantes nas metrópoles é algo inédito no país. “Muitas vezes o município núcleo da metrópole, daquela concentração urbana, perde população, mas as cidades vizinhas ganham. Isso tem a ver com o espalhamento do tecido urbano para além dos limites municipais. Isso quer dizer que há expansões novas, até pelo esgotamento de área desse município. É uma parte importante da explicação desse fenômeno”, diz.

Em números absolutos, as três cidades acima de 100 mil habitantes que registraram maior aumento populacional são capitais, com destaque para Manaus, no Amazonas, que passou de 1,8 milhão para 2,1 milhões, um aumento de 261,5 mil pessoas em 12 anos. Nesse período, a população de Brasília, capital federal, teve uma adição de 246,9 mil pessoas, enquanto o crescimento de São Paulo foi de 197,7 mil habitantes.

Entre as reduções, considerando os números absolutos, também aparecem Salvador, com retração de 257,7 mil pessoas, e São Gonçalo (-102,9 mil), municípios que se destacaram na redução percentual entre aqueles com mais de 100 mil habitantes. A capital do Rio de Janeiro (-109 mil) foi o segundo município que mais perdeu população desde 2010.

Cerca de 124 milhões vivem em concentrações urbanas

Em 2022, havia 124,1 milhões de pessoas vivendo em concentrações urbanas, que são arranjos populacionais ou municípios isolados com mais de 100 mil habitantes. Os arranjos populacionais são formados por municípios com forte integração, geralmente conurbados. Essa aglutinação de cidades forma unidades espaciais, como é o caso da capital paulista, núcleo de uma concentração urbana que reúne 37 municípios. Outros exemplos de concentrações do país são Belo Horizonte, em Minas Gerais (23), e Rio de Janeiro (21).

“As concentrações urbanas podem ser formadas por um único município ou por um conjunto de municípios fortemente integrados e articulados entre si que funcionam como uma cidade só. É importante analisar essas informações urbanas porque, por exemplo, muitas vezes o crescimento demográfico se dá pelo espalhamento do tecido urbano de um município para um município vizinho. Então para se entender a taxa de crescimento demográfico desses municípios mais conurbados é preciso olhar para a concentração urbana e as relações que existem ali”, explica Stenner.

Comparado aos dados do Censo 2010, o aumento da população que vivia em concentrações urbanas foi de 9,2 milhões de pessoas, o que representa parte expressiva do crescimento do país. No Brasil, são 185 concentrações urbanas e a maior parte delas (80) estava no Sudeste. Em seguida, aparecem Nordeste e Sul, com 37 cada. Na outra ponta estavam 4.218 municípios com menos de 25 mil habitantes. Cerca de 19,7% da população do país viviam neles.

Redução da população mundial

 fecundidade (número de nados-vivos por mil mulheres em idade fértil, por ano), o que significa que as mulheres estão a ter, em média, menos bebés.

Segundo o Banco Mundial, nestes Estados do sul e leste da Europa, cada mulher tem entre 1,2 a 1,6 filhos. Para que a população se mantenha estável, este indicador deve ser de 2,1.

A este fenómeno junta-se um enorme êxodo migratório, nomeadamente na Polónia, Roménia e Grécia.

Itália, Grécia e Portugal são dos Estados-membros da União Europeia (UE) com a maior percentagem de pessoas com 65 ou mais anos – cerca de 22,5%.

Fora da Europa, o Japão assiste igualmente a uma queda da população, o que se deve, em grande parte, à baixa média, 1,3 filhos por mulher, e ao reduzido número de imigrantes. Para além disso, dados oficiais de 2022 revelam que mais de 29% da população nipónica tem mais de 65 anos. Entre 2011 e 2021, o país perdeu mais de três milhões de pessoas.

O mesmo acontece no Médio Oriente. Na Síria, a população tem sido devastada por uma guerra civil que perdura há mais de uma década e que já levou milhões a procurar refúgio noutros Estados. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos estima que cerca de 606 mil homens, mulheres e crianças tenham morrido no conflito.

O que reserva o futuro?

Apesar de ser o primeiro nos últimos 61 anos, o declínio demográfico na China veio para ficar. Prevê-se que esta seja uma tendência duradoura e que o país – atualmente o mais populoso do mundo – perca quase metade dos seus habitantes até 2100, passando de mais de 1,4 mil milhões para 771 milhões.

Na Europa, AlemanhaFrança e Espanha vão juntar-se a esta trajetória descendente. As suas populações vão começar a diminuir até 2060, apontam as projeções da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). 

A população da UE, como um todo, já começou a cair e, até 2100, assim continuará, prevê a Eurostat. O mesmo se vai passar no continente americano e na Ásia. Por exemplo, os brasileiros deverão passar dos atuais 215 para 184 milhões até ao final do século, de acordo com projeções da Organização das Nações Unidas. O Brasil vai então deixar o top dez dos países mais populosos do mundo.

Já África deverá ver os seus habitantes aumentar de 1,4 para 3,9 mil milhões, segundo o projeto Our World in Data. Estima-se que até 2100, cerca de 38% da população mundial habite no continente africano enquanto que, neste momento, vive à volta de 18%.

População de Caçador, Santa Catarina

POPULAÇÃO: 70.762 habitantes

POPULAÇÃO URBANA: 0 %

Fonte: Censo Demográfico 2010.

DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 72 habitantes/km²

EXTENSÃO TERRITORIAL: 984 km²

Fonte: IBGE Cidades 2010.

PIB: 1.541.199 mil reais

PIB PER CAPITA: R$ 21.788

Fonte: IBGE Cidades 2010.

DADOS GERAIS DE CAÇADOR

População: 78.595 habitantes (Censo 2019 – IBGE)
– Rural: 6.304 (8,91%)
– Urbana: 64.431 (91,09%)
– Densidade Demográfica: 72,03 hab/km²

Data da fundação – 22 de fevereiro de 1934.
Data da inauguração – 25 de março de 1934.

Localização: Meio-oeste catarinense, no Alto Vale do Rio do Peixe, a 400 km de Florianópolis.

Área: 982 km²

Clima: Subtropical úmido, com verões quentes e chuvosos e invernos frios e secos, tendo as quatro estações do ano bem definidas.

Altitude média: 930 metros acima do nível do mar.

Relevo: Planáltico (Vales)

Vegetação: Mata de Araucária

Temperatura Média: 17º C

Economia: Cerca de 290 indústrias de diversas áreas fazem com que Caçador seja considerada a “Capital Industrial do Meio Oeste”.  Destaque para o setor madeireiro. Através de suas próprias florestas, o município produz madeira serrada, celulose, papel, papelão, mobília, entre outros derivados, contando ainda com indústrias de produção metal-mecânica, plástica, couro/calçadista e confecções. Na agricultura, destaca-se a cultura do tomate, maior produtor do Sul do Brasil, além da uva, vinho, pêssego, pimentão e milho.

PIB: R$ 1.027.647.000,00  – 15ª Economia e 8º maior exportador de Santa Catarina

Colonização: Predominantemente Italiana

Outras etnias presentes: Alemã, Suíça, Japonesa, Árabe, Polonesa, Sírio-Libanesa, Ucraniana e Portuguesa.

IDH: Índice de Desenvolvimento Humano é de 0.793 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000)

Limites: Calmon, Rio das Antas, Videira, Macieira, Lebon Régis, Salto Veloso, Palmas (PR).

Prefeito: Saulo Sperotto (PSDB)

Endereço da Prefeitura: Av. Santa Catarina, 195 – Caixa Postal 401

CEP: 89500-000

Site oficial: www.cacador.sc.gov.br

Festa do Município: 25 de março

Feinacc: Feira Industrial, Agropecuária e Comercial de Caçador – Outubro

Festa da Fogueira e do Quentão: Julho

Brasão:

Instituído em 1966, o brasão do Município de Caçador representa a etnia, origem, cultura e tradição da população caçadorense, num escudo samnítico (ou francês moderno) com o desenho dividido em: campo, morrião (parte superior), suportes e divisa.

A bordadura azul do campo representa a hospitalidade, nobreza, zelo, lealdade e características do povo: nesta bordadura estão colocadas oito perdizes, em ouro metálico, para representar a fauna. Delimitando esta bordadura, a cor prata metálica simboliza a justiça, equidade, amizade e pureza.

No centro do campo está uma montanha a mostrar o relevo acidentado, em cor vermelha, representando a conquista e povoamento do território, quando os desbravadores enfrentaram os índios e animais selvagens, contando ainda com o sangue derramado na Guerra do Contestado.

Em cima da montanha, em cor verde, simbolizando a esperança, a cortesia e a alegria da população, está um pinheiro, símbolo da Floresta de Araucária, também manifestando perseverança e fecundidade. Sobreposto à montanha, em cor prata e malhas em preto está o cão perdigueiro, na simbologia da caça, que deu origem ao nome do Município.

Em cima do campo do escudo, está o morrião, constituído por uma coroa de cor prata formado por oito torres, sendo apenas cinco visíveis na perspectiva, simbolizando a autonomia municipal e a polarização regional.

Suportando o campo e o morrião, à direita está a haste de trigo e, à esquerda, o ramo de videira, com as pontas cruzadas embaixo, simbolizando a riqueza do solo e das primeiras culturas dos imigrantes.
A divisa consta, na parte inferior do brasão, entre a ponta do campo do escudo e o cruzamento das hastes-sustentáculas: há um listel, em azul, com a palavra ´Caçador´ em primeiro plano, com os dizeres “25 de março” e “1934” em cor metálica, assinalando a data de instalação do Município.

Bandeira

A bandeira do município de Caçador, retangular, cujo formato e medidas obedecem as mesmas orientações da Bandeira do Brasil para sua confecção e apresentação, é formada em oitavadas, num campo azul, tendo ao centro um retângulo menor, em campo branco, onde se sobressai o Brasão do Município.

Delimitando as oitavadas, deste retângulo branco partem as oito faixas brancas, sobre faixas vermelhas, até os quatro vértices a até os pontos médios dos quatro lados. Salientando as cores azul, branco e vermelho, a bandeira tem o governo representado pela inclusão do Brasão, no centro, irradiando sua influência e autoridade, através das oito faixas brancas e vermelhas, a todos os quadrantes do Município, cujas terras são representadas pelas oitavadas, em azul.

Hino

Caçador é um Rio pequenino
que deu nome à minha Cidade
e você que aqui se encontra
com certeza está bem a vontade.
É Caçador Capital da indústria,
das parreiras e dos pinheirais.
Aqui eu vivo, aqui eu trabalho
e me orgulho até demais
A juventude que na escola, no esporte e outras mil
Desta terra tão querida, que é o recanto
dos amigos do Brasil.

Letra: Oswaldo Olsen

Guerra do Contestado

Guerra do Contestado foi um conflito que se estendeu de 1912 a 1916 e mesclou insatisfação social com messianismo religioso.

Guerra do Contestado foi um conflito que aconteceu no Brasil entre 1912 e 1916, causando cerca de 10 mil mortes. Aconteceu em uma região que era disputada pelos estados de Paraná e Santa Catarina e foi motivada pela insatisfação política e social da população e por um elemento religioso, o messianismo.

Resumo sobre Guerra do Contestado

  • A Guerra do Contestado aconteceu entre 1912 e 1916, em uma região disputada pelos estados de Paraná e Santa Catarina.
  • Havia grande insatisfação social com a atuação de duas empresas estrangeiras que atuavam na região.
  • A população sertaneja passou a seguir um líder religioso chamado José Maria.
  • A formação de cidades dos sertanejos seguidores de José Maria levou a uma reação armada do Paraná e de Santa Catarina.
  • Em 1916, os sertanejos foram derrotadas, o messianismo se enfraqueceu e os limites entre os estados foram definidos.

Contexto da Guerra do Contestado

A Guerra do Contestado foi um acontecimento do começo do século XX e uma das manifestações messiânicas do período da Primeira República. Esse evento se deu pela junção de messianismo religioso, que explorava a fé da população, com insatisfação popular com a situação econômica e social do país.

O conflito leva esse nome porque aconteceu em uma região que era contestada por Paraná e Santa Catarina, isto é, os dois estados disputavam o controle dela. Essa região presenciou o agravamento da situação da população, sobretudo devido aos interesses do governo e do capital estrangeiro.

No século XX, foi desenvolvido um projeto de construção de uma ferrovia que ligaria São Paulo ao Rio Grande (do Sul). Esse projeto foi entregue à Brazil Railway Company, empresa que pertencia a Percival Farquhar. Durante a passagem da ferrovia pela região do Contestado, uma faixa de 15 quilômetros de terra foi dada à empresa.

Para que a ferrovia fosse construída, todos os moradores que residiam no interior dessa faixa de 15 quilômetros foram desapropriados de suas terras. A desapropriação dos moradores da região foi ampliada quando a Southern Brazil Lumber & Colonization ganhou as terras que ficavam à margem da ferrovia. Essa empresa exploraria a madeira e a erva-mate da região.

A insatisfação da população local foi controlada pelos empregos que a Brazil Railway trouxe para a região, mas o término das obras, em 1910, fez com que um grande número de trabalhadores fosse demitido. Com isso, uma soma considerável de pessoas havia perdido suas terras para as duas empresas, e agora também não havia empregos.

Messianismo na Guerra do Contestado

A insatisfação popular abriu espaço para que José Maria, um autodeclarado monge, pudesse atuar na região. José Maria se instalou na região do Contestado e se tornou uma espécie de liderança religiosa. Ele afirmava que o mundo estava próximo de seu fim, dava conselhos, atuava como curandeiro e prometia a salvação das pessoas.

José Maria liderou a formação de uma comunidade, que começou a se organizar. Essa comunidade contou com a adesão de muitos dos trabalhadores prejudicados pela construção da ferrovia, e, além do elemento religioso, ela também ficou marcada por sua organização militar e pela adesão aos ideais monarquistas.

José Maria fazia profundas críticas à república, defendia o monarquismo e chegou a escolher um imperador na comunidade que ele criou e ficou conhecida como Quadro Santo (ficava em Taquaruçu, próximo de Curitibanos). A formação de uma comunidade armada que defendia a monarquia e elegeu um imperador foi vista pelas autoridades do Paraná e de Santa Catarina, além dos coronéis da região, como uma grande ameaça.

Principais acontecimentos da Guerra do Contestado

A guerra começou quando as autoridades paranaenses promoveram um ataque contra os seguidores de José Maria. A aglomeração de José Maria, que ficava próximo a Curitibanos, e a quantidade de seguidores chamaram a atenção das autoridades locais, a ponto de que uma expedição policial seria realizada para dispersar o grupo de seguidores do monge.

José Maria tomou conhecimento da ação militar dos catarinenses e, então, decidiu fugir para Irani, próximo de Palmas. Essa cidade fazia parte da região que estava em litígio entre Santa Catarina e Paraná, e a chegada de José Maria e seus seguidores foi vista pelas autoridades paranaenses como uma ação de Santa Catarina para ocupar a região.

Isso fez com que uma força policial do Paraná fosse enviada para expulsar os invasores. Nesse confronto, 11 sertanejos morreram, um dos quais era o monge José Maria. O ataque fez com que o grupo se dispersasse temporariamente, mas, em 1913, sertanejos inspirados pela memória de José Maria começaram a se reunir novamente.

O renascimento do messianismo na região se deu por influência de uma garota de 11 anos, que falava ter sonhos com José Maria. As mensagens difundidas por essa garota, chamada Teodora, fizeram com que o movimento retomasse sua força, e isso fez com que diversas “cidades santas” fossem construídas.

A maior cidade dos sertanejos que se consideravam seguidores de José Maria foi Santa Maria, que chegou a ter cerca de 25 mil habitantes. Todos eles acreditavam que José Maria ressuscitaria em algum momento.

As exigências dos sertanejos demonstravam a sua insatisfação com a atuação dos coronéis locais assim como com a influência do capital estrangeiro na região. O crescimento do movimento fez com que os governadores de Santa Catarina e do Paraná iniciassem uma verdadeira guerra contra os sertanejos adeptos dos ideais messiânicos e residentes das ditas “cidades santas”.

Tropas militares com centenas de homens foram enviadas para a região do Contestado. Esses soldados estavam munidos de armamento pesado, como peças de artilharia e metralhadoras. Até mesmo aviões foram usados na campanha contra os sertanejos. Houve forte resistência, mas no final a força das tropas do governo prevaleceu.

Fim da Guerra do Contestado

O conflito se estendeu até 1916, com grandes campanhas militares sendo feitas na região. O movimento messiânico foi destruído por meio da repressão do governo, e seus líderes foram presos. O fim do conflito também marcou o fim da disputa territorial travada por catarinenses e paranaenses, e, assim, os limites dos dois estados foram determinados. Estima-se que cerca de 10 mil pessoas tenham morrido na Guerra do Contestado.

Guerra do contestado

1800

Muito antes de Caçador se tornar município, a região do Alto Vale do Rio do Peixe era uma grande floresta de mata fechada. Os primeiros habitantes, depois dos índios, chegaram no início do século XIX. Eram caboclos oriundos da miscigenação de portugueses e espanhóis com os nativos Kaigang e Xokleng.

Conhecidos como mateiros, esses caboclos viviam da própria subsistência através da extração da erva-mate, pinhão e pequenas criações de animais.


Caboclo 

Enquanto isso, regiões vizinhas como Campos Novos e Nossa Senhora dos Prazeres das Lages ao sul, e São João de Cima, Irani e Palmas ao norte, viviam pleno desenvolvimento devido a sua geografia privilegiada para a criação de gado e cultivo de grandes plantações, principais atividades econômicas da época.

Localizada no meio dessas regiões de campos, Caçador acabou se tornando rota de passagem de tropas que faziam o caminho Rio Grande do Sul – São Paulo.

“Sendo o caminho principal de tropas Lages – Santa Cecília – Mafra, onde atualmente é a BR 116, Campos Novos – Caçador – Palmas tornou-se uma rota secundária. Como mostram antigos documentos, acredita-se que a região de Caçador era um dos poucos lugares em que o Rio do Peixe permitia fácil passagem das tropas. Segundo alguns mapas da época, esses pontos de travessia eram onde hoje se encontra a Ponte de Madeira Antônio Bortolon e na Vila Kurtz”, destaca o historiador Julio Corrente.

1850

Outra parte da população chegou depois de 1850, quando a Lei das Terras viabilizou a instalação de pequenas e médias propriedades. Distante das duas capitais, Florianópolis de um lado, e Curitiba do outro, a região teve lento desenvolvimento. As vilas e fazendas eram ligadas por estradas abertas pelos tropeiros na mata.

Francisco Corrêa de Mello

Em 1881, o município de Campos Novos se dá conta da importância dessa região e incentiva Francisco Corrêa de Mello a garantir as posses das terras devolutas do Alto Vale do Rio do Peixe. Uma das particularidades a ser levada em consideração é que, neste mesmo ano, essas terras passam do domínio de Curitibanos para o de Campos Novos. Juntamente com a esposa e 10 filhos, Corrêa de Mello funda a Fazenda Faxinal do Bom Sucesso.

“Registros mostram que a sede inicial da fazenda era onde hoje se localiza a parte alta do Bairro Berger”, revela o professor Gerson Witte.


Francisco Corrêa de Mello

Sem condições de promover o desenvolvimento da região, por ser uma mata fechada, Corrêa de Mello passa a viver da própria subsistência, mais precisamente da caça, com o objetivo apenas de manter a posse das terras.

Em 1887 Pedro Ribeiro e, em 1891, Tomaz Gonçalves Padilha, vieram pra região. Este último era cunhado de Corrêa de Mello e se estabeleceu na região onde hoje é o Distrito de Taquara Verde.

Estrada de Ferro

Em 1907 a Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande do Sul começa a ser construída em território catarinense. Margeando o Rio do Peixe, os trilhos chegam à Fazenda Faxinal do Bom Sucesso onde se fez necessária a construção de uma ponte para a passagem do trem sobre o rio que naquela época chamava-se Rio Lajeado do Simeão.


Ponte de ferro 1909

Uma particularidade a ser observada é que justamente nesta parte da história pode ter surgido o nome “Caçador”. Embora não se tenha nenhum registro oficial, acredita-se que a construção da ponte sobre o Rio Lajeado Simeão trouxe inúmeros engenheiros e operários para a região, encontrando aqui o dono das terras, Corrêa de Mello.

Exímio caçador de pacas, antas e veados, ele passou a vender a carne e pele dos animais para os trabalhadores da ponte, sendo que o local ficou conhecido popularmente como o “Rio do Caçador”. Posteriormente foi inaugurada a Estação Ferroviária que levou o nome de “Estação Rio Caçador”.

Década 10 – Estação Ferroviária de Rio Caçador

Com a inauguração em 5 de maio de 1910 da Estação Ferroviária de “Rio Caçador”, começam a chegar os primeiros imigrantes, a maioria descendente de italianos e alemães vindos do Rio Grande do Sul em busca de terras férteis e baratas. Porém, o processo de colonização é de certa forma interrompido pela ocorrência da Guerra do Contestado (1912 – 1916).

Após esse período de conflitos, outros colonizadores de origem européia foram estabelecendo ao longo dos trilhos na então Vila de Rio Caçador como poloneses, ucranianos, espanhóis e portugueses. Do oriente médio vieram os sírio-libaneses. Em 1918, instalou-se a primeira agência postal e no mesmo ano a primeira serraria Tortatto-Gioppo.

Década de 20 – Colonização

Na década de 20 mais imigrantes chegam à próspera Vila Rio Caçador que tem na estrada de ferro seu principal atrativo. Na economia surgem as primeiras serrarias que se instalam nas proximidades dos trilhos e passam a explorar a madeira nativa encontrada em abundância na região.

No campo os agricultores começam a desenvolver plantações de trigo e uva. Em 1923 a localidade é elevada à condição de Distrito pertencente ao município de Campos Novos, através da lei municipal n° 289, de 9 de janeiro.

1924 – Ponte de Madeira

Em 1924 é construída a Ponte Coberta de Madeira sobre o Rio do Peixe ligando o Distrito de Rio Caçador com o Distrito de Santelmo, este último pertencente ao Estado do Paraná, mais precisamente ao município de Porto União da Vitória.

Iniciativa do empresário Antônio Bortolon, auxiliado pelas famílias Sorgatto, Ferreira e Bento, a Ponte de Madeira foi de fundamental importância para o desenvolvimento de Caçador, pois a união entre os dois distritos formou uma mesma cultura entre os moradores, fato que posteriormente contribuiu para a formação de um único município.

Com todo esse progresso os dois lados passam a se desenvolver paralelamente. Há o interesse na venda de terras e os primeiros lotes comercializados são no Santelmo. “Este fato pode ser observado até hoje, pois neste lado se encontram os bairros mais antigos da cidade como Bairro dos Municípios e Sorgatto. Até mesmo a presença de agricultores de origem italiana é quase que predominante na margem direita do Rio do Peixe”, comenta Corrente.

Já no lado Rio Caçador, onde atualmente é o Centro da cidade, Francisco Corrêa de Mello divide as suas terras em lotes e passa a negociá-las principalmente para serrarias e comerciantes. Até hoje se percebe que a grande maioria desses estabelecimentos está localizada na margem esquerda do Rio do Peixe.

Em 1928, o distrito de Santelmo torna-se território catarinense quando passa a pertencer a Porto União.

A partir daí muitos estabelecimentos comerciais se instalaram na Rua José Boiteux e no Santelmo.

1928 – Colégio Aurora

Em 1928 o casal Dante e Albina Mosconi funda no Santelmo o Colégio Aurora, outro marco de extrema importância para a colonização e desenvolvimento de Caçador. O método de educação do Colégio Aurora era referência em todo o Estado, sendo que famílias de todas as regiões traziam seus filhos para estudar aqui.

A década de 20 termina com mais dois grandes marcos. Atílio Faoro constrói a 1ª Usina Hidrelétrica em Caçador em 1929, e no mesmo ano é fundado o Tiro de Guerra.

Década de 30 – Emancipação

Para vencer a resistência de Campos Novos pela independência, Caçador em 1932 passa a pertencer ao município de Curitibanos, para dois anos depois, conquistar a emancipação política-administrativa. Em 22 de fevereiro de 1934, foi criado o município de Caçador, através do decreto estadual n° 508, que diz:

Fica criado o município de Caçador e o território constituído dos distritos de: Santelmo, Taquara Verde e parte de São João dos Pobres, desmembrados de Porto União; Rio Caçador, de Curitibanos; Rio das Antas, de Campos Novos e São Bento, de Cruzeiro.

Artigo dois: A sede do novo Município será constituída pelos povoados de Rio Caçador e Santelmo, que se denominará “Caçador”.

Em 25 de março de 1934, o primeiro prefeito, Leônidas Coelho de Souza, é empossado, sendo então, realmente estabelecido o município de Caçador.
Antes disso, em 1933, faleceu Francisco Corrêa de Mello com 110 anos, deixando 12 filhos, 96 netos e mais de 200 bisnetos.

Com a emancipação, Caçador começa a criar condições que implica na chegada de mais colonos e indústrias. Instituições como comarca, cartório, delegacia, prefeitura e bancos dão uma estrutura para o município que começa a crescer com a criação da Escola Estadual Paulo Schieffler em 29 de maio de 1934. Em 5 de novembro do mesmo ano, Caçador passa a ser sede da comarca.

Em 1935, iniciam as instalações da Paróquia São Francisco de Assis e do Instituto do Trigo (Atual EPAGRI). Já em 1939 surge o Jornal A Imprensa.

Na área da Saúde, foram criados os hospitais São Luiz, em 1935, e São Francisco em 1938.


Hospital São Francisco

Descoberto petróleo em Caçador, no distrito de Taquara Verde, por Solon Coelho de Souza.

Instalação do Colégio Nossa Senhora Aparecida pela congregação das Irmãs de São Jose;

Polêmica com o nome

Um fato curioso no início da década de 40, narrado por Domingos Paganelli, foi que uma Lei Federal da época, dizia que, não poderia existir dois nomes iguais para municípios brasileiros, sendo que o nome Caçador já existia em um município do estado de São Paulo. Segundo a Lei, o município mais velho ficaria com o nome, sendo então cogitada a mudança do nome de Caçador, em Santa Catarina.

A sugestão para uma nova nomenclatura veio de Manoel Siqueira Bello. Caçanjurê seria o nome do município. Domingos Paganelli sugeriu que fosse consultado o departamento de Geografia e Estatística do Governo Federal, a fim de comprovar que o nome estava vinculado à criação da estação ferroviária Rio Caçador, inaugurada em 1910. Assim feito, foi comprovado que Caçador, em Santa Catarina, tinha o nome há mais tempo, fato que estabeleceu definitivamente o nome.

Década de 40 – Capital Brasileira da Madeira

Na década de 40 o setor madeireiro torna-se a marca de Caçador para o mundo, que fica conhecido como o maior produtor de pinho da América do Sul, e a Capital Brasileira da Madeira. Calcula-se que nesta década foram mais de 4,5 milhões de pinheiros serrados sendo 70 mil dúzias de tábuas por mês.

Outro reconhecimento alcançado por Caçador foi o de maior produtor de vinhos de Santa Catarina, título que durou até 1944 quando Caçador cedeu os distritos de Vitória e São Luiz para a criação do município de Videira.

No entanto, conseqüências indiretas da 2ª Guerra Mundial (1939 – 1945) impedem um progresso maior em questão de infra-estrutura no município de Caçador, que viria a ter seu auge de desenvolvimento na década seguinte.

Outros acontecimentos importantes da década:
1941 – Criação da ACIC – Associação Comercial e Industrial de Caçador;
1944 – Construção da nova Estação Ferroviária em Alvenaria;

1947 – A primeira Igreja Evangélica “Assembléia de Deus” é inaugurada em Caçador pelo pastor Sr. Inocêncio Marchiori;
1947 – Inaugurado o primeiro cinema em Caçador;
1948 – Inauguração Rádio Caçanjurê.

Década de 50 – Desenvolvimento

Os anos 50 foram mais expressivos para o desenvolvimento de Caçador, que ainda recebe varias famílias vindas de diversos lugares. Na agricultura a produção de trigo e uva, facilmente escoada pela estrada de ferro, atinge seu auge e começa a gerar lucro bastante significativo. O ramo madeireiro continua predominante com cerca de 200 serrarias existentes na cidade nesta época. A maioria da madeira utilizada na construção de Brasília, entre 1957 e 1960, é proveniente de Caçador.

A Catedral São Francisco de Assis é inaugurada em 1959, depois de 20 anos de construção.  São implantadas três agências bancárias, Banco Nacional do Comércio, Banco da Indústria e Comércio de Santa Catarina S/A e Banco Meridional da Produção S/A. A população, de pouco mais de 15 mil habitantes, já tinha a sua disposição uma agência dos Correios e as principais ruas da cidade estavam sendo calçadas.

Outros acontecimentos importantes da década
1953 – Criado o distrito de Macieira;
1957 – Inaugurado em dezembro o Hospital de Caridade e Maternidade Jonas Ramos;
1958 – Caçador cede os distritos Rio das Antas e Ipoméia para o município de Rio das Antas 

Década de 60 – Crise na madeira

Na década de 60 os madeireiros perceberam que a reserva natural da floresta de pinhais no município estava esgotando-se e que não tardaria muito para a crise do ramo madeireiro. A partir daí algumas indústrias despontam em outros ramos de mercado, como couro e metal mecânico.

A ponte da avenida que liga o Santelmo com o centro de Caçador é inaugurada em 1960, mesmo ano da inauguração do Aeroporto Municipal Carlos Alberto da Costa Neves. Em 1964 Osvaldo Olsen fabrica o primeiro trator genuinamente brasileiro, acelerando assim, o desenvolvimento na área de máquinas.

1964 – Inaugurada as novas instalações do Colégio Marista Aurora;
1968 – Caçador fica como sede diocesana. Seu primeiro bispo foi Octacílio Dotti, (D. Orlando Dotti);
1967 – Inaugurada a Praça Nossa Senhora Aparecida;

1968 – Dia 6 setembro é inaugurado pelo prefeito Jucy Varella prédio próprio da  Prefeitura;

Década de 70 – Alternativas

Na década de 70 a crise do ramo madeireiro foi sentida e a floresta de araucárias não era mais abundante. Com a devastação em todo território do município, muitas serrarias aos poucos foram falindo.

Outras começaram a investir no reflorestamento de pinus mesmo que ainda este tipo de árvore fosse desacreditada pela maioria por ser uma madeira “fraca”. O primeiro neste processo é Primo Tedesco que mais tarde recebeu o título de comendador da árvore.

A Indústria Sulbrasileira de Calçados S/A (Sulca) é fundada em 1975, pelo grupo Berger e ajuda no crescimento econômico da cidade. Já em 1971, é inaugurada a Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe (FEARPE), passando para Universidade do Contestado e agora, a atual Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP), tornando-se um marco para a educação superior em Caçador.

Em 1976, inicia a construção do hospital Maicé e em 1978, os Jogos Abertos de Santa Catarina são realizados em Caçador.

Década de 80 – Mais alternativas (Pinus e Tomate)

No início desta década, a empresa Sulca estava no auge de sua produção e gerava em torno de 3.500 empregos diretos e indiretos. Inúmeros ateliês surgiram na cidade e em municípios vizinhos. “A Sulca iniciou sua decadência em 1988 porque teve problemas administrativos e não soube acompanhar a política e mercado mundial, vindo a fechar as portas em 1991 e causando um desemprego em massa no município”, declara Júlio Corrente.

No ramo madeireiro, com leis ambientais mais exigentes o Ibama passa a fiscalizar as serrarias. O reflorestamento do pinus foi a solução encontrada vindo a cobrir esta lacuna e tornado-se a salvação de algumas madeireiras que absorvem o reflorestamento.

Com o início do corte das áreas reflorestadas as indústrias começam a beneficiar a madeira produzindo móveis, papel e papelão.

Enchente

No ano de 1983, ocorre o maior dos desastres naturais em Caçador. A enchente afeta várias famílias e deixa a Cidade isolada por algum tempo. Pontes foram carregadas, inclusive a Ponte Coberta de Madeira,, que foi reconstruída em 1985.

Tomate

Com a chegada dos japoneses na década de 70, a técnica da produção do tomate – também produziam pêssego, ameixa e flores – foi assimilado pelos agricultores locais. A partir da década de 80 o tomate passa a fazer parte significativa da economia de Caçador chegando a ser o maior produtor do Sul do Brasil.

Outro setor em que Caçador se destaca nesta década é nos transportes. O pouco investimento na malha ferroviária e a construção de trechos de asfalto (Caçador – BR 116 em 1976, Caçador – BR 153 em 1983 e Caçador – Videira em 1985) incentiva ainda mais a prestação de serviços de transporte e destacam-se empresas como Reunidas e Transrodace.
 
Década de 90 – Exportação

Nos anos 90, a indústria tem um crescimento acelerado novamente, sendo que as madeireiras passam a exportar mais, colocando Caçador com um dos principais exportadores de Santa Catarina. Na agricultura o tomate passa a ser o principal produto agrícola cultivado. Destaque para o setor de confecções e a área plástica que começa a despontar, esta última impulsionada pela criação da empresa Maxiplast em 1988.

O comércio também se fortalece e lojas de fora começam a se instalar e investir em Caçador. “Na minha visão este foi um marco significativo que além de aumentar a oferta de produtos, mudou o pensamento dos comerciantes locais levando-os a investirem em novidades”, diz Corrente.

O trânsito passa por várias melhorias e novas indústrias de pequeno e médio porte surgem. Um dos fatos negativos é a paralisação definitiva do transporte ferroviário, deixando somente na memória, até hoje, trilhos abandonados e peças no Museu do Contestado.

2000 – Novas Perspectivas

O ano 2000 começa com modificações profundas na economia caçadorense. Muitas empresas começam a sua recuperação da enorme quebra que atingiu todo o país. Somado a isso, beneficiam-se pela fragilidade da Argentina, acometida por uma imensa crise, liberando o mercado exportador.

O tomate tem os seus altos e baixos, sendo que no início da década, os produtores conseguem obter preços ótimos. Contraposto a isso, são surpreendidos posteriormente com uma enorme produção de São Paulo e Goiás, o que quebra muitos produtores.

Com a alta do dólar, as empresas são beneficiadas com as exportações, principalmente da madeira, o que vem sendo diminuído com o tempo, chegando a hoje, em 2008, com muitas indústrias dispensando funcionários pela baixa da moeda americana.

Por outro lado, a abundância de matéria prima, como a madeira de reflorestamentos, faz com que novas e grandes empresas demonstrem interesse em se instalar em Caçador. Um exemplo é a indústria de compensados de madeira Guararapes, que está com as obras adiantadas no recém criado Parque Industrial, e deve começar a funcionar ainda em 2008.

Com os incentivos para se implantar pequenas empresas, começam a surgir as micro, que geram diversos postos de empregos. Isso impulsiona ainda mais a economia de Caçador, que chega, em 2004, a ser a 14ª economia do Estado.

Com o aumento das compras, muitas lojas de grandes redes começam a investir em Caçador. Depois da saída da Berlanda, que volta em 2007, o Ponto Frio vem ser uma das primeiras a abrir as suas portas.

A maior de todas, a Casas Bahia, trabalha por pouco mais de um ano em Caçador, mas fecha as suas portas por causa da inadimplência. Mesmo assim, outras lojas importantes, como a Magazine Luiza e a já conhecida dos caçadorenses, Pernambucanas, instalam-se aqui, oferecendo grandes oportunidades de emprego e compras. A última instalação de peso foi da rede de supermercados Super Pão.

Hoje, o crescimento da cidade é visível em todos os cantos, com a construção civil em alta, o movimento intenso de pessoas e veículos. A educação também foi sendo priorizada, com a instalação de novas escolas, a criação da UNIARP e a vinda do Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet), uma das lutas das entidades caçadorenses.

No esporte, destaque para o time de futsal feminino que trouxe diversas conquistas a nível nacional para Caçador. Além destes, o Caçador Atlético Clube, que fez reavivar o futebol de campo no município e a importante colaboração do Colégio Marcos Olsen na implantação das escolhinhas de base.

Texto: Murilo Roso e Rafael Seidel
Colaboração: Júlio Corrente e Gerson Witte.
Fotos: Arquivo Municipal

Guerra do Contestado

A disputa travada entre as províncias do Paraná e Santa Catarina, pela área localizada no planalto meridional entre os rios do Peixe e Peperiguaçu, estendendo-se aos territórios de Curitibanos e Campos Novos era antiga, originada antes mesmo da criação da província do Paraná, em 1853, permanecendo em litígio até o período republicano.

Em 1855, o governo da província do Paraná desenvolvia tese de que a sua jurisdição se estendia por todo o planalto meridional. Daí em diante, uma luta incessante vai ter lugar no Parlamento do Império, onde os representantes de ambas as províncias propunham soluções, sem chegar a fórmulas conciliatórias.

Depois de vários acontecimentos que protelaram as decisões – como a abertura da “Estrada da Serra” e também a disputa entre Brasil e Argentina pelos “Campos de Palmas” ou “Misiones” – o Estado de Santa Catarina, em 1904, teve ganho de causa, embora o Paraná se recusasse a cumprir a sentença.

Houve novo recurso e, em 1909, nova decisão favorável a Santa Catarina, quando, mais uma vez, o Paraná contesta. Em 1910, o Supremo Tribunal dá ganho de causa a Santa Catarina.

A Guerra do Contestado e as operações militares

A região contestada era povoada por “posseiros” que, sem oportunidade de ascensão social ou econômica, como peões ou agregados das grandes fazendas, tomavam, como alternativa, a procura de paragens para tentar nova vida.

Ao lado desses elementos sem maior cultura – mas fundamentalmente religiosos, subordinados a um cristianismo ortodoxo – vão se congregar outros elementos como os operários da construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, ao longo do vale do rio do Peixe.

Junto a esta população marginalizada, destaca-se a atuação dos chamados “monges”, dentre os quais o primeiro identificado chamava-se João Maria de Agostoni, de nacionalidade italiana, que transitou pelas regiões do Rio Negro e Lages, desaparecendo após a Proclamação da República.

Após 1893, consta o aparecimento de um segundo João Maria, entre os rios Iguaçu e Uruguai. Em 1987, surge outro monge, no município de Lages. Em 1912, em Campos Novos, surge o monge José Maria, ex-soldado do Exército, Miguel Lucena de Boaventura, que não aceitava os problemas sociais que atingiam a população sertaneja do planalto.

O agrupamento que começou a se formar em torno do monge, composto principalmente de caboclos saídos de Curitibanos, se instala nos Campos do Irani. Esta área, sob o controle do Paraná, teme os “invasores catarinenses” e mobiliza o seu Regimento de Segurança, pois esta invasão ocorre, justamente, naquele momento de litígio entre os dois Estados.

Em novembro de 1912, o acampamento de Irani é atacado pela força policial paranaense e trava-se sangrento combate, com a perda de muitos homens e de grande quantidade de material bélico do Paraná, o que fez desencadear novos confrontos, além do agravamento das relações entre Paraná e Santa Catarina.

Os caboclos vão formar, pela segunda vez, em dezembro de 1913, uma concentração em Taquaruçu, que se tornou a “Cidade Santa”, com grande religiosidade e, na qual, os caboclos tratavam-se como “irmãos”. Neste mesmo ano, tropas do Exército e da Força Policial de Santa Catarina atacam Taquaruçu, mas são expulsas, deixando, ali, grande parte do armamento.

Após a morte de outro líder, Praxedes Gomes Damasceno, antigo seguidor do monge José Maria, os caboclos se encontram enfraquecidos. No segundo ataque, Taquaruçu era um reduto com grande predomínio de mulheres e crianças, sendo a povoação arrasada.

Outros povoados, ainda, como Perdizes Grandes, seriam formados e diversos outros combates, principalmente sob a forma de guerrilhas, se travariam até que o conflito na região realmente terminasse.

Fonte: Governo de Santa Catarina

Principais ferrovias de Santa Catarina

Em Santa Catarina, os produtos transportados, que movimentam a economia do estado, são bastante variados e divididos entre as duas principais ferrovias de Santa Catarina

Apesar de ser um dos menores estados do país, com apenas 95 730,684 km² de extensão, Santa Catarina é um dos principais produtores de diversos commodities importantes para a economia nacional, tais como: suínos, maçã e cebola, tabaco, palmito, aves, arroz, leite, entre outros.

Entretanto, grande parte desses produtos são movimentados pelas rodovias, espalhando-se pelo estado e pelo restante do país. Já as ferrovias ficam a cargo da movimentação interna e externa dos seguintes produtos: agrícolas, combustíveis, construção, siderurgicos, eletroeletrônicos, automotivos, químicos, carvão, produtos cerâmicos, entre outros.

Bom, o setor ferroviário de Santa Catarina começou a ser moldado no século XIX, em meados de 1880. A primeira ferrovia do estado foi a Ferro Dona Tereza Cristina (EFDTC), construída exatamente neste ano e com o objetivo de transportar carvão até os portos de Laguna e Imbituba. 

Apesar de ter passado por mudanças e concessões ao longo do tempo, o trecho principal da ferrovia segue ativo até hoje, sendo uma das principais ferrovias de Santa Catarina.

Depois da inauguração da primeira ferrovia no estado, diversas outras ferrovias começaram a surgir ao longo dos anos no estado ou que passavam pela região, como a Estrada de Ferro Santa Catarina (EFSC) e a  Estrada de Ferro São Paulo/Rio Grande (EFSPRG), que eram administradas pelo governo brasileiro. 

Entretanto, enquanto a Estrada de Ferro São Paulo/Rio Grande pouco tem atuação atualmente, a Estrada de Ferro Santa Catarina foi desativada ainda no século passado.

As ferrovias existentes no estado de Santa Catarina até a década de 60 foram “dominadas” pela empresa estatal Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), que passou a administrar todo o setor ferroviário brasileiro. Com o plano de desestatizações, na década de 90, as ferrovias voltaram para o controle do setor privado, permanecendo até hoje. 

Ferrovia Tereza Cristina

Bom, certamente a  Ferrovia Tereza Cristina é uma das principais ferrovias de Santa Catarina. Com um nome bastante próximo do original, essa ferrovia segue tendo o único trecho ferroviário que atua apenas no estado catarinense.

Denominada assim desde 1997, quando a empresa de logística  Ferrovia Tereza Cristina S/A (FTC) assumiu as ações dessa linha férrea, a ferrovia tem um papel fundamental para o transporte de carvão mineral de Lauro Muller até o porto de Imbituba e de produtos cerâmicos do porto para a exportação.

O leilão da linha ferroviária foi concedido um ano antes, em 1996, e a empresa arrematou com lance de R $18.510.000,00 para um período de 30 anos.

Atualmente a ferrovia possui uma extensão total de 164 km, que para a região, é bastante importante. No total são 10 locomotivas atuando na ferrovia com mais de 440 vagões.

A malha ferroviária da Ferrovia Tereza Cristina atua em uma região produtora de carvão importante para a economia do estado, e passa pelos municípios de Imbituba, Laguna, Capivari de Baixo, Tubarão, Sangão, Jaguaruna, Içara, Criciúma, Siderópolis, Morro da Fumaça, Urussanga e Forquilhinha;

RUMO 

A empresa RUMO é a maior operadora de movimentações ferroviária do país. Diferentemente da Ferrovia Tereza Cristina, a ferrovia da RUMO abrange diferentes estados, especialmente na região Sul, Centro-Oeste, Norte e Sudeste.

Antigamente, a linha que agora é da RUMO se chamava  Ferrovia América Latina Logística (ALL), mas a empresa foi absorvida pela atual dona da concessão dessa extensa malha ferroviária, sendo a maior ferrovia do país e possuindo um trecho que completa as  principais ferrovias de santa catarina.

Possuindo 12.900km de extensão de malha ferroviária no Brasil, a RUMO atua nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Apenas essa linha férrea representa mais de 40% de toda a extensão ferroviária do país.

Cada trecho dessa linha ferroviária é divida em partes. Por isso, a composição é formada da seguinte maneira: Malha Sul, Malha Norte, Malha Oeste, Malha Central e Malha Paulista. No total, são 966 locomotivas, 28.000 vagões e 11.700 funcionários diretos e indiretos. 

Em Santa Catarina, possui 70.000 m2 de área para armazenagem e 30.000 m2 de áreas alfandegadas.

Como essa é uma linha que passa por diferentes estados, tendo como principais objetivo os abastecimentos desses municípios, mas também o desembarque no Porto de Santos, principal portuário do país, para a exportação, Santa Catarina faz parte do trajeto, ajudando no transporte de commodities importantes, como commodities agrícolas e fertilizantes, combustíveis, entre outros que já foram mencionados no ínicio do artigo.

Futuro das principais ferrovias de Santa Catarina

Como vimos, apesar de ser um estado de pequena extensão territorial, o incentivo e investimento em ferrovias é fundamental para a capacidade produtora. Nesse sentido, o governo do estado de Santa Catarina, governo federal e a iniciativa privada possuem obras planejadas de ferrovias que abrangem o estado, assim como a ferrovia da RUMO.

Existem dois destaques principais que estão com projeto em andamento: Leste-Oeste e Litorânea.

A Ferrovia Leste-Oeste é uma linha férrea que está em discussão há algum tempo, porém encontrou entraves no meio do caminho. De 2013 a 2016, por exemplo, muito se discutiu a respeito da viabilidade da construção da via, mas sem muito sucesso.

Nos últimos anos, especialmente 2019 e 2020, as discussões acerca da construção da ferrovia voltaram à tona. O trecho, que foi planejado para ir de Chapecó até Itajaí, com capacidade de 610 km, tem alguns objetivos importantes na sua projeção, como:

  • Gerar renda para o estado catarinense;
  • Diminuição dos custos de manutenção das rodovias;
  • Preservação do meio ambiente;
  • Diminuição no número de acidentes e roubo de cargas;
  • Ganho em custos de transporte e logística;
  • Geração de empregos;
  • Equilibrar as matrizes de transporte;
  • Outros.

Atualmente, o governo do estado de Santa Catarina e federações catarinenses, como a Fiesc (Federação das Indústrias de SC), seguem tentando identificar a viabilidade da construção da ferrovia, acreditando que a via acrescentaria e muito para a movimentação de cargas no estado e na integração com os outros estados brasileiros.

Já a Ferrovia Litorânea também é um projeto que visa aprimorar o transporte de cargas no estado catarinense. São dois trechos principais que foram projetados: EF-485 – Porto União a São Francisco do Sul e EF-451 – São Francisco do Sul (SC) a Imbituba (SC).

Um dos grandes objetivos da construção dessa ferrovia seria interligar a Ferrovia Norte Sul aos portos catarinenses e escoar a produção agropecuária para exportação. 

A obra também passa por fases de estudo, planejamento e também segue como um projeto a ser finalizado, precisando ser aprovado pelas principais instâncias governamentais de infraestrutura do país, além de precisar passar por avaliações ambientais, entre outras.

Conclusão: principais ferrovias de Santa Catarina

Como vimos, o estado de Santa Catarina é um estado importante para a economia do país. Os portos de Itajaí e São Francisco do Sul, por exemplo, são dos mais movimentados do país. Nesse sentido, a implementação de ferrovias é um caminho importante para melhorar o escoamento de mercadorias no país. Atualmente, apenas duas linhas ferroviárias atuam de fato no estado, sendo as duas principais ferrovias de Santa Catarina.

Caçador – Conjunto Ferroviário RFFSA

O Conjunto Ferroviário RFFSA, em Caçador-SC, foi tombado por sua importância histórica como patrimônio cultural ferroviário nacional.

IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Patrimônio Cultural Ferroviário

Nome Atribuído: Estação Ferroviária de Caçador Nova; Armazém
Localização: Caçador-SC

Decreto de Tombamento: Lei nº 11.483/07 e Portaria IPHAN nº 407/2010

Histórico do município: Em 1907 a Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande do Sul começa a ser construída em território catarinense. Margeando o Rio do Peixe, os trilhos chegam à Fazenda Faxinal do Bom Sucesso onde se fez necessária a construção de uma ponte para a passagem do trem sobre o rio que naquela época chamava-se Rio Lajeado do Simeão.

Uma particularidade a ser observada é que justamente nesta parte da história pode ter surgido o nome “Caçador”. Embora não se tenha nenhum registro oficial, acredita-se que a construção da ponte sobre o Rio Lajeado Simeão trouxe inúmeros engenheiros e operários para a região, encontrando aqui o dono das terras, Corrêa de Mello.
Exímio caçador de pacas, antas e veados, ele passou a vender a carne e pele dos animais para os trabalhadores da ponte, sendo que o local ficou conhecido popularmente como o “Rio do Caçador”. Posteriormente foi inaugurada a Estação Ferroviária que levou o nome de “Estação Rio Caçador”.

Com a inauguração em 5 de maio de 1910da Estação Ferroviária de “Rio Caçador”, começam a chegar os primeiros imigrantes, a maioria descendente de italianos e alemães vindos do Rio Grande do Sul em busca de terras férteis e baratas. Porém, o processo de colonização é de certa forma interrompido pela ocorrência da Guerra do Contestado (1912 – 1916).
Após esse período de conflitos, outros colonizadores de origem europeia foram estabelecendo ao longo dos trilhos na então Vila de Rio Caçador como poloneses, ucranianos, espanhóis e portugueses. Do oriente médio vieram os sírio-libaneses. Em 1918, instalou-se a primeira agência postal e no mesmo ano a primeira serraria Tortatto-Gioppo.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico das ferrovias no Brasil: A história das ferrovias no Brasil inicia-se em 30 de abril de 1854, com a inauguração, por D. Pedro II, do primeiro trecho de linha, a Estrada de Ferro Petrópolis, ligando Porto Mauá à Fragoso, no Rio de Janeiro, com 14 km de extensão. Mas a chegada da via à Petrópolis, transpondo a Serra do Mar, ocorreu somente em 1886.
Em São João del Rei (MG), o Museu Ferroviário preserva a história da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas, criada em 1872. Seu percurso ligava a cidade de Sítio (atual Antônio Carlos) à Estrada de Ferro D. Pedro II (posteriormente, Central do Brasil), partindo daí para São João del Rei. Com novas concessões, a ferrovia Oeste de Minas se estendeu a outras cidades e ramais, alcançando, em 1894, um percurso total de 684 km, e foi considerada a primeira ferrovia brasileira de pequeno porte.
As dificuldades e desafios para implantar estradas de ferro no Brasil eram muitos. Procurando atrair investidores, o governo implantou um sistema de concessões, que se tornou característico da política de infra-estrutura do período imperial. Entre o final do século XIX e início do século XX os recursos, sobretudo dos britânicos, alavancaram a construção de linhas férreas.
A expansão ferroviária, além de propiciar a entrada de capital estrangeiro no país, tinha, também, o objetivo de incentivar a economia exportadora. Desta forma, as primeiras linhas interligaram os centros de produção agrícola e de mineração aos portos diretamente, ou vencendo obstáculos à navegação fluvial. Vários planos de viação foram elaborados na tentativa de integrar a malha ferroviária e ordenar a implantação dos novos trechos. Entretanto, nenhum deles logrou êxito em função da política de concessões estabelecida pelo governo brasileiro.
Fonte: Iphan.

Patrimônio Ferroviário: A Lei 11.483, de 31 de maio de 2007, atribuiu ao Iphan a responsabilidade de receber e administrar os bens móveis e imóveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta Rede Ferroviária Federal SA (RFFSA), bem como zelar pela sua guarda e manutenção. Desde então o Instituto avalia, dentre todo o espólio oriundo da extinta RFFSA, quais são os bens detentores de valor histórico, artístico e cultural.
O patrimônio ferroviário oriundo da RFFSA engloba bens imóveis e móveis, incluindo desde edificações como estações, armazéns, rotundas, terrenos e trechos de linha, até material rodante, como locomotivas, vagões, carros de passageiros, maquinário, além de bens móveis como mobiliários, relógios, sinos, telégrafos e acervos documentais. Segundo inventário da ferrovia, são mais de 52 mil bens imóveis e 15 mil bens móveis, classificados como de valor histórico pelo Programa de Preservação do Patrimônio Histórico Ferroviário (Preserfe), desenvolvido pelo Ministério dos Transportes, instituição até então responsável pela gestão da RFFSA.
A gestão desse acervo constitui uma nova atribuição do Iphan e, para responder à demanda, foi instituída a Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário, por meio da Portaria Iphan nº 407/2010, com 639 bens inscritos até 15 de dezembro de 2015. Para inscrição na Lista, os bens são avaliados pela equipe técnica da Superintendência do Estado onde estão localizados e, posteriormente, passam por apreciação da Comissão de Avaliação do Patrimônio Cultural Ferroviário (CAPCF), cuja decisão é homologada pela Presidência do Iphan.
Os bens não operacionais são transferidos ao Instituto, enquanto bens operacionais continuam sob responsabilidade do DNIT, que atua em parceria com o Iphan visando à preservação desses bens. Esse procedimento aplica-se, exclusivamente, aos bens oriundos do espólio da extinta RFFSA. Os bens que não pertenciam à Rede, quando de sua extinção, não são enquadrados nessa legislação, podendo, entretanto, ser objeto de Tombamento (Decreto Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, aplicado a bens móveis e imóveis), ou ao Registro (Decreto nº 3.551, de 4 de agosto de 2000, aplicado ao Patrimônio Cultural Imaterial).
Fonte: Iphan.

A Ferrovia do Contestado

HISTÓRICO
A Ferrovia do Contestado tem mais de um século de história. O resumo histórico da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande, no Vale do Rio do Peixe, tem marcos relevantes, que assim podem ser pontuados:

  1. Em 1887, o engenheiro João Teixeira Soares projetou o traçado da estradade-ferro com 1.403 km de extensão, entre Itararé (SP) e Santa Maria (RS), para ligar
    as províncias de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul pelo interior,
    possibilitando a ligação da então capital Federal (Rio de Janeiro) às regiões
    fronteiriças do Brasil com a Argentina e o Uruguai.
  2. Em Santa Catarina, a ferrovia atravessaria o Meio-Oeste, na sua parte mais
    estreita, entre os rios Iguaçu (ao Norte) e Uruguai (ao Sul), marginando o Rio do
    Peixe em ¾ da sua extensão, assim cortando o território conhecido como
    “Contestado”, na época objeto da Questão de Limites Paraná-Santa Catarina.
  3. A 9 de novembro de 1889, seis dias antes da Proclamação da República, o
    Imperador D. Pedro II fez a concessão desta estrada-de-ferro a Teixeira Soares, ato
    que foi ratificado a 7 de abril de 1890 pelo Marechal Deodoro da Fonseca, Chefe do
    Governo Provisório da República.
  1. Para levantar o capital necessário à construção, junto a investidores
    europeus, em 1890 Teixeira Soares criou a Compagnie Chemins de Fer Sud Ouest
    Brésiliens. Já em 1891, a concessão do trecho Itararé-Rio Uruguai foi transferida para
    a Companhia União Industrial dos Estados do Brazil. A seguir, em 1894, esta
    concessão passou outra empresa, a Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio
    Grande. O trecho do Rio Uruguai a Santa Maria permaneceu com a Compagnie
    Chemins de Fer, o qual em 1896 foi privatizado pelo Estado do Rio Grande do Sul.
  2. Somente em 1895 foram aprovados os estudos definitivos e completos da
    ferrovia entregue à Cia. São Paulo-Rio Grande (EFSPRG), num total de 941,88
    quilômetros de extensão, entre Itararé (SP) e o Rio Uruguai. A construção começou
    no sentido norte-sul em 1897, e o trecho de 264 km entre Itararé e o Rio Iguaçu (em
    Porto União), foi concluído em 1905.
  3. Em 1907 teve início a construção dos primeiros 50 km, do trecho no
    Território Contestado, de Porto União em direção ao Sul, suspensa em 1908. Pela
    demora, neste ano, a Cia. São Paulo-Rio Grande recebeu ultimato do governo federal
    para concluir toda a extensão até o Rio Uruguai, em dois anos, sob pena de perda da
    concessão.
  4. Em 1908, o empreendedor norte-americano Percival Farquhar assumiu a
    concessão, integrando a Companhia Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande à holding
    Brazil Railway Company. Esta mesma holding havia criado a Southern Brazil
    Lumber & Colonization Company em Três Barras, para a exploração da madeira da
    Floresta da Araucária na região.
  5. A empresa contratou o engenheiro Achilles Stenghel para a ousada
    empreitada, e este chamou mais 4.000 homens, assim tendo sido recrutado um total de
    8.000 trabalhadores em todo o País e, inclusive, no exterior, que foram distribuídos ao
    longo dos 372 quilômetros do traçado.
  6. O primeiro trecho, com 103 km entre Porto União e Taquaral Liso,
    passando pelas estações de São João (Matos Costa) e de São Roque (Calmon), foi
    inaugurado em 3 de abril de 1909 pelo Presidente da República, Affonso Augusto

Moreira Penna, no local onde foi construída a Estação Presidente Penna (existente até hoje). 10. A 1º de maio de 1910, foram inauguradas as estações de Rio Caçador (Caçador), de Rio das Antas, de Rio das Pedras (Videira) e de Pinheiro Preto. Em 1º de setembro deste ano, inauguraram-se as estações de Rio Bonito (Tangará), Barra de São Bento (Luzerna) e de Herval (Herval d’Oeste e Joaçaba). A 20 de outubro, foi aberta a estação de Rio Capinzal (Capinzal e Ouro) e no dia 29 do mesmo mês as estações de Rio do Peixe (Piratuba e Ipira), Volta Grande e Rio Uruguai. No outro lado do rio, a estação de Marcelino Ramos foi inaugurada a 29 de outubro. 11. Concluída a ponte provisória (de madeira) sobre o Rio Uruguai, a “Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande” foi solenemente inaugurada dia 17 de dezembro de 1910. Mas, a ponte foi levada pela enchente de maio de 1911 e a nova, metálica, somente ficou pronta em 1912 (a mesma que existe até hoje), possibilitando então, finalmente, o tráfego de trens entre os quatro Estados do Sul. 12. A epopéia liderada por Achilles Stenghel em Santa Catarina resultou na construção de 15,5 quilômetros de trilhos por mês, ou seja, 516,6 metros por dia, utilizando 8.000 trabalhadores, os quais, na inexistência de maquinaria, usaram as mãos, pés, picaretas, enxadas, dinamite e carrinhos-de-mão para erguer a sinuosa linha no Vale do Rio do Peixe, ao custo de 30 mil contos de réis, ou seja, pouco mais de três milhões de libras esterlinas, um valor três vezes superior ao inicialmente previsto (de 11.160 contos de réis) para o trecho. 13. Como para a construção a União garantiu à companhia uma subvenção de 30 contos de réis por quilômetro construído e mais o pagamento de juros de 6% ao ano sobre o total investido, a empresa alongou ao máximo a linha, por curvas desnecessárias, assim economizando (e lucrando) em obras de artes, como cortes, aterros, pontes, viadutos e túneis não construídos. Por isso, diz-se que a estrada foi construída “por metro”. 14. Nas proximidades do único túnel construído no trecho (100 metros), na época, em Pinheiro Preto, em outubro de 1909 aconteceu o primeiro assalto a um

trem-pagador no Brasil, quando o bando de Zeca Vacariano matou os guardas e
roubou trezentos contos réis.

  1. A Cia. EFSPRG constituiu uma subsidiária, a Brazil Development &
    Colonization Company, para promover o loteamento e colonização das terras
    marginais aos trilhos com imigrantes europeus, iniciando ainda em 1910 pelas
    estações de Rio do Peixe (Piratuba) e de Rio das Antas. Os planos foram
    interrompidos em 1914, por causa da I Grande Guerra Mundial, na Europa, e pela
    deflagração da Guerra do Contestado, aqui.
  2. De acordo com os termos da concessão, a empresa ganhou do governo um
    total de 15.894 km² de terras, que deveria vender a título de colonização. Pelo trecho
    catarinense no Contestado, a EFSPRG recebeu 6.696 km² de terras, equivalentes a
    276.694 alqueires.
  3. Depois da Guerra do Contestado e depois da assinatura do Acordo de Limites
    entre Paraná e Santa Catarina, em 1917 foram retomados os planos de colonização,
    desta vez por intermédio de empresas colonizadoras (gaúchas) particulares, que
    compraram da Cia. EFSPRG grandes áreas e as dividiam em colônias.
  4. As terras, na grande maioria, foram ofertadas e vendidas a colonos italianos,
    alemães e poloneses das colônias velhas do Rio Grande do Sul, já descendentes dos
    imigrantes pioneiros. Estes egressos realizaram o fluxo migratório, em levas que se
    estenderam até por volta de 1940.
  5. Nas sedes destas colônias, a partir das estações ferroviárias, nasceram as
    vilas de São João (Matos Costa), Calmon, Rio Caçador e Santelmo (Caçador), Rio das
    Antas, Perdizes e Vitória (Videira), Pinheiro Preto, Rio Bonito (Tangará), Bom Retiro
    (Luzerna), Herval d’Oeste, Barra Fria (Lacerdópolis), Rio Capinzal (Capinzal) e
    Ouro, Rio do Peixe (Piratuba) e Ipira, hoje importantes cidades do Meio-Oeste.
  6. Durante anos e anos, a ferrovia foi o único meio de comunicação e transporte
    que ligava o Vale do Rio do Peixe ao restante do Brasil. Além dos passageiros, ela
    transportava as riquezas aqui produzidas (madeiras e alimentos) e abastecia as

comunidades com as mercadorias compradas nos grandes centros do País. Pela região,
diariamente transitavam diversas linhas de trens – o direto e o misto – inclusive
internacionais, ligando Buenos Aires ao Rio de Janeiro. As composições trafegavam à
média de 20-30 km/hora.

  1. Dominado pela corrupção, todo complexo da Brazil Railway havia entrado
    em concordada em 1917. Já em 1940, transcorridos os 50 anos do prazo da concessão
    dada em 1890, juntamente com todos os bens do Sindicato Farquhar, o governo
    federal encampou esta estrada-de-ferro, revertendo-a para a autarquia Rede de Viação
    Paraná-Santa Catarina (RVPSC), a qual, em 1957, somadas a outras autarquias, veio a
    constituir a Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), com 100% das ações
    pertencentes à União.
  2. A partir de 1960, aos poucos as velhas locomotivas a vapor, carinhosamente
    chamadas pelo povo de “Maria-Fumaça”, foram sendo substituídas por máquinas a
    diesel. Com a abertura de estradas rodoviárias, perdendo a competitividade de fretes,
    também a partir de então começou a cair o movimento de trens na Ferrovia do
    Contestado, a ponto de já nos anos 70 ser paralisado totalmente o transporte de
    passageiros. Sem faturamento, a Ferrovia do Contestado entrou em processo de
    deterioração.
  3. Em 1996, a malha ferroviária vinculada à 5ª Superintendência Regional
    (Paraná e Santa Catarina) da Rede Ferroviária Federal S/A foi privatizada, passando
    para a empresa Ferrovia Sul Atlântico S/A, com sede em Curitiba, com a promessa de
    revitalização.
  4. Em 1998, a Ferrovia Sul Atlântico S/A foi transformada em América Latina
    Logística S/A – ALL, empresa que, desinteressando-se economicamente pela
    exploração do trecho, suspendeu o tráfego de trens e desativou totalmente a Linha
    Sul.
  5. No ano de 2002, a Linha Sul, entre os rios Iguaçu e Uruguai revelou-se
    totalmente abandonada pela empresa ALL.

A PRIMITIVA ESTAÇÃO RIO CAÇADOR Ao longo do trecho da ferrovia entre os rios Iguaçu e Uruguai, a então COMPANHIA ESTRADA DE FERRO SÃO PAULO – RIO GRANDE construiu diversas estações de “parada-de-trem”. As primeiras estações, todas de construção em madeira, obedeciam a uma planta – padrão, e eram classificadas, neste trecho, como de 3ª e de 2ª categorias. Este modelo, como o da ESTAÇÃO DE RIO CAÇADOR, era o de 2ª categoria, pois além da comodidade para os passageiros, possuía ambiente separado para cargas, e servia também de residência do Agente designado. Em dois pavimentos, com a estrutura toda em madeira de pinho e imbuia, sustentava-se em plataforma de pedras retangulares (basalto).

Entre 1908 e 1910, a cada 25 quilômetros de Linha Sul, no trecho de 372 Km. entre
os rios Iguaçu e Uruguai, a Companhia Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande
construiu estações de parada-de-trens, que também serviriam, mais tarde, como
escritórios da Brazil Development & Colonization Com, outra subsidiária da Brazil
Railway Company, para levar adiante os planos de colonização das terras marginais
aos trilhos. Aqui, em 1934, a primitiva Estação de Rio Caçador, destruída por

incêndio nos anos 40, que inspirou a construção do prédio-sede do Museu do
Contestado.

História e Cultura: a trajetória de Caçador

Caçador é uma cidade de culturas diversificadas e impressiona por seu povo acolhedor. As diversas etnias, que buscam prosperar nesta terra, produzem riquezas nas tradições, costumes, idiomas, gastronomia e traços arquitetônicos do município.

A memória de todo o desenvolvimento da região que iniciou com a exploração da madeira, se mantém viva através das grandes potências industriais, da ferrovia e do rio, que cruzam a cidade lembrando diariamente da história de um rico caldo étnico-cultural que permeia toda uma população, tornando-a única e especial.

A Estação Ferroviária de Caçador, foi construída no início da década de 40, após a primeira edificação ter sido destruída por um incêndio. O prédio possui uma área de 634 metros quadrados. A estação era utilizada no transporte de cargas de tora de imbuia e araucária. Na época em que o ciclo da madeira estava no seu auge, a estação chegou a carregar em média 30 vagões de madeira serrada por dia. Reaberta desde 2007 como um Centro Cultural, onde acontecem oficinas de dança e música como aulas de violão, violino, instrumentos de sopro e aulas de canto.

Se impressione coma imponente Chaminé, localizada no Centro da cidade. A Chaminé era usada para gerar energia como uma máquina a vapor. A fábrica que a utilizava deixou de funcionar a muitos anos dando lugar posteriormente a salões de baile e danceterias que estiveram ativas até o local pegar fogo devido às velhas instalações elétricas. Do velho galpão só sobraram os escombros, mas a chaminé continua lá, com seus 40 metros de altura, construída com tijolos maciços, em estilo europeu, num padrão raramente encontrado no Brasil.

O Museu Histórico e Antropológico da Região do Contestado, é um dos mais belos e reconhecidos cartões postais da cidade. O prédio é uma réplica da estação ferroviária, que existia na época do Contestado e conserva o principal acervo da Guerra do Contestado (1912-1916). Ao seu lado fica, em exposição permanente, a Maria-Fumaça com dois vagões. Documentos, objetos, fotografias e mapas da época e importantes materiais bélicos da Guerra e objetos dos índios Xokleng e Kaingang, e dos colonizadores que habitavam a região, estão listados entre os itens do amplo acervo. No local é possível adquirir livros e lembranças da Cidade.

Construções históricas em Caçador, Santa Catarina

Estação Ferroviária

A Estação Ferroviária de Caçador, localizada na Rua Osório Timermann, foi construída no início da década de 40, após a primeira edificação ter sido destruída por um incêndio. O prédio possui uma área de 634 metros quadrados. A estação era utilizada no transporte de cargas de tora de imbuia e araucária. Na época em que o ciclo da madeira estava no seu auge, a estação chegou a carregar em média 30 vagões de madeira serrada por dia. Reaberta desde 2007 como um Centro Cultural, onde acontecem oficinas de dança e música como aulas de violão, violino, instrumentos de sopro e aulas de canto.

A Chaminé

A Chaminé, localizada na Rua Victor Meirelles no Centro da cidade, foi erguida na década pela fábrica de caixas Frederico Reichmann. Era usada para gerar energia como uma máquina a vapor. A fábrica deixou de funcionar a muitos anos dando lugar posteriormente a salões de bailes e danceterias que estiveram ativas até o local pegar fogo devido às velhas instalações elétricas. Do velho galpão só sobraram os escombros, mas a chaminé continua lá, com seus 40 metros de altura, construída com tijolos maciços, em estilo europeu, num padrão raramente encontrado no Brasil.

Ponte de Ferro

A Ponte em Arco, conhecida também como a Ponte de Ferro foi construída juntamente com a Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande pela empresa Brazil Railway Company. Iniciada em 1907 e concluída em 1910, a construção trouxe para a região inúmeros trabalhadores e engenheiros. Originalmente a ponte era de madeira e apenas em 1940 foi reconstruída em ferro para suportar cargas mais pesadas.

Praça Nossa Senhora Aparecida

Lindo local de contemplação à Nossa Senhora Aparecida. Espaço de calmaria, mesmo colado no centro da cidade. Parquinho para as crianças, banheiros, árvores que fazem sobra para os turistas e cidadãos que passam pelo local. Histórico: A Praça surgiu em 1918 em uma área de terras doada à mitra Diocesana, com a condição de se erguer e se manter no local uma capela dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Em 1956-1960, o prefeito Dr. Carlos Alberto da Costa Neves ampliou e organizou a praça Nossa Senhora Aparecida, construindo a atual capela de estilo português colonial. No ano de 1967 a praça é remodelada e fica com a estrutura e forma que encontramos hoje. Na praça há também um coreto para apresentações culturais.

Ponte Antônio Bortolon 

É um dos maiores monumentos históricos da cidade de Caçador. Sua estrutura é baseada na Ponte Vecchio, que fica sobre o rio Brenta, na Itália. Construída com pequenas tábuas de imbuia, a ponte Antônio Bortolon foi inaugurada em 1925. A ponte original foi levada, pela correnteza do Rio do Peixe, na enchente que atingiu a região meio-oeste Catarinense, em 1983. Em 1985 uma nova ponte, com as mesmas características históricas da primeira, foi construída e permanece até hoje. A estrutura possui 45 metros de extensão e 2,4m de altura e capacidade para cinco toneladas.

3 – Ferrovia, ponte ou rio importante em SC

4 – Ponto turístico mais famoso da cidade

5 – Os primeiros europeus ou povos índigenas

6 – As primeiras famílias da cidade

7 – Líderes políticos

8 – Guerras de Santa Catarina

9 – Exportações mundiais e geopolítica

10 – Desempenho dos brasileiros no Pisa – OCDE

11 – Líderes religiosos ou políticos locais

12 – Ditadura no Brasil

13 – STF e leis promulgadas

14 – Tensões e guerras no oriente médio

15 – Indicadores sociais municipais do censo demográfico

16 – Programa brasileiro de educação

17 – Nações teocráticas e democráticas

18 – Países que votam contra ou a favor em medidas de cessar fogo (guerras atuais)

19 – Os principais importadores e exportadores do comércio exterior catarinense

20 – Políticas públicas desenvolvimentistas – exemplo PAC

21 – Último censo e características da população

22 – Festas catarinenses

23 – Municípios da microrregião de Caçador

24 – Crimes internacionais hediondos e governos teocratas

25 – Desempenho da economia brasileira

26 – Participação feminina na política

27 – População brasileira no Censo

28 – Mobilidade social no Brasil e classes

29 – Riquezas do Brasil, petróleo, aquíferos, e hidrelétricas

30 – Conflitos étnicos e religiosos internacionais

32 – Recursos escassos no planeta

33 – Inovações tecnológicas do ano passado

34 – Parques e morros localizados no município

35 – Latifúndios e minifúndios em SC

36 – Atividades indústriais de SC

37 – Eventos climáticos em SC

38 – A indústria de Santa Catarina perante a economia global

39 – Criação de universidades federais em SC

40 – Políticas contra imigração e muros diplomáticos

41 – Conceito da ONU

42 – Expectativa de vida dos brasileiros segundo o IBGE

43 – Aspectos históricos e geográficos de SC

44 – O relevo de SC

45 – Recursos hídricos e estresses em Bacias hidrográficas

46 – Os primeiros povoadores europeus de Santa Catarina

47 – Nome dos fundadores de cidades catarinenses

48 – Legislações ambientais polêmicas e controvérsias

49 – Conferência Rio +20

50 – ALADI, Mercosul e OEA

51 – Guerra das Coreias e ditaduras

52 – O estopim das guerras

53 – Guerra da Ucrânia

54 – Guerra Palestina x Israel

55 – Marcos históricos da cidade

56 – Conferência das mudanças climáticas

57 – Características geográficas dos oceanos

58 – OTAN, OMC, ONU, TN e AN

59 – Capitais verdes

60 – População e território do Brasil

61 – Geografia política do sul do Brasil

62 – Projeção da população para o ano

63 – Previsão da população a nível local e nacional

64 – Tropeirismo, novembrada, cola prestes, contestado

65 – Conflitos bélicos contemporâneos

66 – Conflitos na África

67 – Situação da água no mundo

68 – Gentílico da população

69 – A cidade é capital de que?

70 – Microrregião e outros municípios da área circundante de Caçador

71 – Inflação mundial e guerra na Ucrânia

72 – Significado e origem do nome do município

73 – Grandes acidentes ambientais

74 – Flotilha da Liberdade

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